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01 dez 2016

Brasil precisa de R$ 200 bilhões para banda larga fixa

O Brasil tem a meta de alcançar 90% de cobertura de banda larga no país. Mas, por enquanto, o acesso atinge apenas 38,94% dos domicílios. Para popularizar a banda larga, seriam necessários investimentos entre R$ 100 bilhões e R$ 200 bilhões em redes durante os próximos dez anos. O cálculo faz parte de estudo do Boston Consulting Group (BCG), que aponta os desafios para a universalização do serviço e o desembolso dos recursos pelas empresas.

O Brasil fechou agosto com 26,5 milhões de acessos de banda larga fixa e 197,3 milhões na rede móvel, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).  A rede fixa perdeu cobertura, enquanto a infraestrutura móvel ganhou a liderança. Mas o modelo ainda precisa ser aprimorado, para que o acesso à tecnologia e o custo sejam viáveis para os consumidores, o que não acontece pela rede móvel. Nos últimos dez anos, o setor de telecomunicações investiu R$ 226 bilhões, segundo o SindiTelebrasil, que representa as operadoras. Em bens de capital, os gastos anuais foram de R$ 14 bilhões.

O retorno dos investimentos das empresas está em 4,8% ao ano, bem abaixo do custo de capital de 15%. O baixo retorno limita os gastos em infraestrutura e compromete a rentabilidade. Com novos concorrentes digitais como WhatsApp e Netflix, a restrição financeira pode se tornar ainda mais grave.

“Para criar uma infraestrutura de banda larga, o setor precisa criar um ciclo virtuoso, com uma regulação que torne o mercado atrativo, capaz de gerar receita, caixa e justificar investimentos, sustentando­-se sem a necessidade de subsídios”, analisa o Boston Group. Pela concentração de riqueza em alguns centros urbanos, 44% das receitas das operadoras ­ de telefonia fixa e móvel ­ são obtidas da cobertura de 1% da extensão territorial do Brasil.

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