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08 jun 2015

Crise aquece o mercado de trabalho remoto

O Estado de S. Paulo | Cris Olivette |

Cortar custos é uma das formas encontradas pelas empresas para enfrentar a retração da economia. Uma opção que vem ganhando adeptos entre pequenos e médios negócios é a adoção de ferramentas para realizar conferências, reuniões e treinamentos virtuais.

O CEO do Grupo Voitel, Pedro Suchodolski afirma que o custo de uma reunião online é 90% menor do que um encontro presencial. “Em um País com dimensões tão continentais quanto o nosso, essas ferramentas representam grandes benefícios. Há algum tempo, grandes grupos empresariais já utilizam o recurso.” Segundo ele, desde o ano passado médios e pequenos empresários perceberam o valor que a ferramenta traz para a produtividade e para o aumento da velocidade da informação.“Além de reduzir custo, também diminui o impacto ambiental. Evitar deslocamentos faz reduzir a emissão de carbono”, ressalta.

O CEO conta que para usufruir do pacote básico, que é o de áudioconferência, só é preciso ter uma linha telefônica. “O usuário paga pelo uso. Se não usar não tem nenhum custo. Mas também é possível pagar uma mensalidade e usar de forma ilimitada.” Suchodolski diz que a Voitel está no mercado desde 1998. “Começamos com um serviço de  telefonia pela internet. Em 2004, lançamos o primeiro serviço de teleconferência.” Hoje, a empresa tem 75 funcionários e se prepara para crescer ainda mais por conta da crescente demanda decorrente do corte de gastos com viagens.

A diretora de recursos humanos da Mundipharma, Geisa Angeli diz que no dia a dia usa muito o recurso, inclusive para entrevistas de recrutamento e seleção. “A ferramenta também é bastante útil para a área comercial manter contato com nossos vendedores, que atuam por todo o País e representam 70% dos profissionais da empresa.” Geisa afirma que costuma utilizar vários formatos do serviço. “Para entrevistas prefiro usar vídeo. Mas quando é reunião à distância uso o áudio, ou o recurso de apresentação de power point”, diz.
Segundo ela, além de promover maior velocidade nos negócios, esse tipo de serviço proporciona grande pluriculturalidade. “Conversamos, ao mesmo tempo, com pessoas da África, Arábia Saudita, Ásia, Austrália e América Latina. Essa experiência propicia interação com outras ideias e culturas, e alimenta a criatividade.”
O country manager da Arkadin, Luis Kazuo conta que costuma dizer à sua equipe que eles não podem reclamar da crise. “Como fornecedores de soluções para conferência online,
nosso discurso sempre é feito em cima da redução de custo e da melhoria de produtividade.” Kazuo afirma que juntar pessoas de forma virtual dá agilidade aos negócios. “Isso faz todo o sentido em uma economia retraída na qual é necessário justificar cada centavo em termos de dispêndio e investimento.” Ele conta que a Arkadin atende desde pequenas empresas até multinacionais que exigem uma presença global. “Estamos em 33 países, falamos mais de 20 línguas porque atendemos nossos clientes com a linguagem local. No Brasil existe uma questão de cultura. Empresas de menor porte ainda não conhecem a ferramenta e sua capacidade de fazer compartilhamento de conteúdo através da web, e de realizar conferência de forma segura.” O diretor diz que as reuniões online podem ter até 200 participantes. “Temos também produtos para realizar eventos virtuais que podem reunir mais de mil pessoas por meio da tecnologia chamada web casting.”

A assessora de diretoria da Nufarm, Ana Paula Nortes Figueiredo conta que o serviço é muito útil. “Usamos com frequência para nos comunicarmos com gerentes regionais. Também fazemos conferências internacionais para divulgarmos os nossos resultados.”

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