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07 out 2015

Crise exige executivos hiperconectados

Crise impõe rapidez para acompanhar as mudanças e para se adaptar às demandas atuais. A comunicação unificada pode ser vista como uma ruptura e uma nova forma de fazer negócios

Prepare-se para atuar cada vez mais como um executivo hiperconectado. Como se não bastasse a crise econômica e os desafios de escapar das graves consequências da queda nas receitas, muitos executivos estão enfrentando inúmeras mudanças provocadas pelas novas tecnologias em seu dia a dia, justamente em função da desaceleração dos negócios. Para os que acreditam que em momentos mais difíceis o ideal é abordar pessoalmente clientes, visitar fornecedores, parceiros e ficar fisicamente o mais perto possível dos funcionários, a realidade tem se mostrado diferente. A ilusão de que a proximidade ajuda a enfrentar as turbulências é quebrada com a necessidade de encarar a realidade mais dura.

Muitas empresas estão determinando que os profissionais passem a trabalhar em home office, por exemplo, para cortar custos em virtude da alta do metro quadrado de locação de escritórios e áreas comerciais. Outras cortaram as viagens de trabalho. Segundo a Alagev – Associação Latino-Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas, 61% das empresas estão cortando as verbas para viagens. Apenas cerca de 20% das empresas entrevistadas afirmam que vão tentar manter o mesmo orçamento de 2014.  Reuniões regionais, treinamentos em outros Estados ou países ou mesmo reuniões do outro lado da cidade, definitivamente, estão fora de moda.

Com quadro cada vez mais enxutos, as empresas recorrem às tecnologias de comunicação unificada e colaboração, como PABX virtual, teleconferência, videoconferência e streaming de vídeo para aumentar a produtividade. Ao mesmo tempo em que para as empresas é uma estratégia para aproximar unidades espalhadas pelo mundo, unir profissionais, ganhar eficiência, produtividade e vencer barreiras de mobilidade, as mudanças podem trazer certa insegurança para executivos habituados a negociações frente a frente, debates presenciais, treinamentos em hotéis confortáveis e apresentações em que podem testar a aceitação de seu público às suas ideias.

A crise impõe a todos mais rapidez para acompanhar as mudanças e de se adaptar às demandas atuais. Na verdade, nesse caso, a comunicação unificada pode ser vista como uma ruptura e uma nova forma de fazer negócios. Os contatos interpessoais proporcionados pelas relações comerciais em longas reuniões nas salas dos escritórios estão se tornando menos frequentes. Atualmente um executivo “está em reunião” sem ter saído de seu lugar. E, além da empresa onde trabalha, esse local de reuniões pode ser um escritório compartilhado, um café, a sala de sua casa, o clube ou o home office do condomínio onde mora. Com a comunicação unificada pouco importa onde o executivo esteja ou seus interlocutores de negócios. Como em todas as demais mudanças que estão ocorrendo impulsionadas pela tecnologia, a verdade é que nada pode ser feito contra essa tendência, a não ser aprender a se adaptar. Mesmo com todos os temores e inseguranças naturais de períodos de transição.

Recentemente o jornal Valor Econômico publicou informações sobre um estudo do  Global Center for Digital Transformation (DTB-Center), da escola suíça de negócios IMD, em Lausanne, mostrando como as mudanças estão afetando os executivos. Para elaborar o estudo o centro ouviu 941 executivos, de 12 segmentos da economia de 13 países. Mais de um terço teme que seus setores passem por uma completa transformação nos próximos cinco anos. E pesquisa revela que 40% das empresas analisadas desses setores podem desaparecer nesse período com as mudanças ocasionadas pelas novas tecnologias.

Mas há outros benefícios de atuar com tecnologia, comunicação unificada e colaboração. Sem se deslocar pelo tráfego maluco das metrópoles (que consome o equivalente a R$ 26 bilhões somente em São Paulo, segundo a Fundação Getúlio Vargas), sobra tempo para esse executivo ler, estudar, para o aperfeiçoamento profissional e até para a família. Investir no conhecimento pessoal é o maior patrimônio. Além disso, a redução do monóxido de carbono dos automóveis em circulação é um estímulo à sustentabilidade.

São valores pessoais que podem fazer muita diferença no futuro próximo. O chamado “digitally-savvy employee”, entusiasta de novidades tecnológicas que usa todo tipo de acessórios digitais, terá muito mais valor nesse novo ambiente de negócios. É que a escassez de talentos na era digital já é uma das grandes preocupações dos executivos em todo o mundo. Pesquisa da PwC neste ano, com 1.322 CEOs de 77 países, mostrou que 73% veem essa questão como um dos grandes problemas para o sucesso de seus negócios.

Daniela Wajman é Pós-graduada em Gestão Empresarial e Marketing pela ESPM e Gerente de Marketing e Produtos do Grupo Voitel.

Fonte: Mundo do Marketing

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