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Empresas de Capital Aberto: o Futuro são as Lives!

Início dos anos 90. Estive em uma assembleia (AGO) representando a empresa em que trabalhava. Mal entrei na sala e o CEO, antes mesmo de qualquer “olá”, já foi me perguntando: “quem manda na sua casa, é você ou o seu pai?” (sic). O recado foi direto: era ele que determinava o que poderia ou não ser feito naquela empresa. Nem sei como um minoritário como você ousa aparecer por aqui, deve ter pensado.

Julho de 2.020. Mais de 10% dos investidores da bolsa são jovens de 16 a 25 anos! O número de pessoas físicas que investem na bolsa alcança 2 milhões.

O pregão deixou de ser presencial, as assembleias estão deixando de ser e as lives são o futuro. E estamos só no começo.

Assembleia por videoconferência dinamiza o approach empresa-acionista. O acionista fica bem mais próximo e se sente mais seguro em relação aos negócios da companhia que escolheu para investir. A empresa, por sua vez, além de preservar o rito legal, reduz sensivelmente o trânsito de papéis e pessoas e aumenta bastante o Ibope dos acionistas no evento.

Quanto mais perto a empresa estiver do investidor, mais ela agrega valor.

As lives, na esteira das assembleias feitas por videoconferência, podem, até mesmo, provocar uma valorização nas cotações das ações. Sim, porque, além de levar os acionistas, os formadores de opinião e os analistas de mercado para “dentro” do dia a dia da companhia, desenvolve, com eles, uma relação de confiança e de fidelização. Uma parceria.

Certamente, as lives vão virar um hábito. Além de provocar um impacto muito positivo nos indicadores de valor da empresa e do mercado de capitais, irão viabilizar e capitalizar a trilogia empresa – acionistas – mercado em um eventual IPO.

Ah, sim, a empresa comentada no início do texto não existe mais! Foi engolida pelos concorrentes…

 

Por Ricardo Galante – Diretor Administrativo e Financeiro na Voitel

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