Núcleo de Relacionamento com o Cliente – NRC
(11) 3067-2820 ou 4003-1858
28 jan 2016

Novo acordo mundial muda comércio de TI, mas o Brasil é um grande comprador ausente das negociações

Apesar de ser um dos dez países do mundo que mais importam tecnologia da informação, o Brasil está fora de um grande acordo global que eliminará tarifas de importação de produtos eletrônicos em cerca de 80 países. Negociado há anos e em trâmites finais, esse foi o primeiro grande acordo da OMC – Organização Mundial de Comércio em quase duas décadas.

No entanto, por estar fora do chamado Tratado Internacional de Tecnologia da Informação, conhecido como ITA, o Brasil não participa do acordo que envolve países como EUA, China e Coreia do Sul, além da União Europeia – no total esses 80 países  respondem por nada menos que 97% do comércio mundial de produtos de TI. Nesse caso, o Brasil está ao lado da Índia, outro país que ficou de fora do acordo.

No caso brasileiro, as importações de produtos de TI alcançaram US$ 20 bilhões em 2013 ou 14% de tudo o que o país importou. No México as importações totais alcançaram 27%, no Vietnã, 26%, no Paraguai, 21% e na África do Sul e na Argentina, 16%. A Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento – Unctad acredita que todos esses países em desenvolvimento terão suas economias beneficiadas quando o acordo passar a vigorar, além de seus consumidores.

Apesar de o diretor geral da OMC ser um brasileiro, Roberto Azevedo, as opiniões sobre esse acordo global não são unânimes. Enquanto o presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro, lamenta o fato do país não fazer parte do acordo, a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), defende o fato do Brasil não fazer parte do ITA nem do novo acordo. Segundo a Abinee, se isso acontecesse, o país praticamente não teria mais indústria eletroeletrônica porque seria muito afetado pela competição externa.

© 2016 Voitel – Soluções de Comunicação