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Opa!!! Sua imagem travou...

Falem a verdade… como é desagradável ter sua imagem congelada ou a transmissão da sua fala “picotada” ou interrompida durante uma videoconferência…

Pior ainda se a reunião é importante, delicada e você é o principal palestrante. A expectativa dos participantes é alta porque aquele pode ser um evento decisivo para o futuro de todos que ali estão e cabe a você dar as notícias tão esperadas, boas ou ruins.

Nesta hora você pensa… nossa, tenho um serviço de Internet de 300 Mbps em fibra óptica! Como é possível que minha imagem esteja “travando”? Na tela do seu computador a aplicação está ali te informando, de forma incansável, que a qualidade da sua Internet está ruim.

Talvez seja só por um momento, mas se o problema persiste você vai “apelando” para soluções de contorno, como por exemplo, pedir desculpas e dizer que vai desligar o sinal de vídeo para tentar poupar banda para o áudio. É, as vezes resolve, mas nem sempre.

Por fim, sem muito mais o que fazer, e com todos os participantes desconfiados se tudo isso não passa de uma encenação para “barrigar” as más notícias, você pede desculpas novamente e propõe remarcar a reunião… Bingo: sua reunião vai virar um “meme” na empresa; assunto entre as pessoas durante a semana toda.

O tráfego da Internet no Brasil cresceu 112% no período da pandemia. As redes de transporte de dados, sejam em fibras ópticas, metálicas, coaxiais ou 4G, também cresceram, mas muito longe de conseguirem atender esta explosão não prevista de tráfego.

Sabemos que para uma boa comunicação é preciso ter o transmissor, o receptor e o meio de transporte de informações. Parece ser que as aplicações de comunicação e colaboração existentes estão preparadas para serem boas transmissoras e receptoras em tempo real, ainda que para isso exista um alto custo de processamentos das máquinas.

As redes de transportes estão aí instaladas por toda parte, isto é, talvez em excesso em algumas regiões e praticamente inexistentes em outras, mas existe o meio físico conectando os clientes a seus Prestadores de Serviços de conectividade.

Então, se temos muitas redes de transporte nas diversas tecnologias, e as aplicações atendem as necessidades de áudio e vídeo, onde está o gargalo?

A primeira resposta que vem à mente é que as Operadoras e Prestadoras de Serviços de Internet somente precisariam garantir a qualidade e disponibilidade dos serviços que prestam para seus clientes, mas vamos tomar a cidade de São Paulo como exemplo e explorar um pouco mais esta “garantia dos serviços”…

Pode parecer simples acompanhar o crescimento de uma cidade através de inteligência de mercado, levantamentos técnicos e outros indicadores, e assim direcionar a ampliação da rede de atendimento de Internet de uma Operadora ou Prestadora de Serviços. Também pode parecer fácil mapear regiões que estão crescendo e se desenvolvendo comercialmente e com isso planejar e dimensionar uma rede que atenda essa demanda. Mas e se da noite para o dia todos passam a trabalhar de casa?

Imagine uma empresa com 500 funcionários consumindo banda de Internet de um único local, ou seja, de um único ponto de rede, e no dia seguinte cada pessoa está num ponto geográfico da cidade, ou seja, no pior caso em 500 pontos da rede! É praticamente impossível de se prever essa mudança radical de consumo de banda sob o ponto de vista de planejamento de rede.

Atualmente existe um esforço imenso das Operadoras e Prestadoras de Serviço em crescer suas redes de transporte e ter o máximo possível daquilo que todos desejam: Clientes conectados fisicamente na sua rede. As áreas de Planejamento de Rede se desdobram nessas companhias para procurar atender a demanda por banda de Internet que estamos vivendo, mas o processo de construção e ativação de redes é complexo e leva um certo tempo, seja por toda burocracia existente ou pelo fato que é uma construção manual que envolvem pessoas, equipamentos e lançamento de cabos, aéreos ou subterrâneos.

Para acelerar este processo de crescimento estamos presenciando uma movimentação no mercado de infraestrutura de Telecom no sentido de aquisição de redes de terceiros ou parcerias com investidores interessados em infraestrutura de redes de transporte, principalmente por parte das grandes Operadoras de Telecom.

Passamos a ouvir uma palavra, que não é estranha para os “mais antigos de Telecom”, que é a neutralidade, redes que podem atender a demandas de conectividade de quem quiser, inclusive concorrentes. Olha aí, depois de muitos anos vendo as operações de Telefonia Móvel trabalhar com compartilhamento de site, torres, antenas etc., parece que podemos evoluir neste tema. O melhor deste processo é que está ocorrendo em função da demanda de mercado e não por imposição regulatória.

As Operadoras e Prestadores de Serviços de conectividade precisam sim serem monitoradas e acompanhadas pelos órgãos competentes no que diz respeito a entregar, no mínimo, aquilo que foi contratado por seu cliente, mas isso é algo que deve ocorrer com o tempo. Nós, clientes, queremos mesmo é ter qualidade e disponibilidade dos serviços, pois nada adianta meu fornecedor multado se nada acontece em benefício para aquilo que gostaríamos de receber como serviço de qualidade.

Voltando ao tema inicial, aquela reunião que você teve que reagendar devido a baixa qualidade da sua Internet está relacionada a uma impossibilidade de planejar o crescimento de uma rede de acesso à Internet para crescimentos de tráfego imprevisto, mesmo que já existam clientes conectados fisicamente.

Resumindo, as redes das Operadoras e Prestadoras de Serviços vão crescer, os equipamentos serão dimensionados, novas tecnologias virão, como o 5G, que imagino estar acessível para TODOS talvez 3 anos após o leilão, mas a verdade é uma só: Tenha paciência, continue desligando a câmera para salvar o áudio e boa sorte para que sua reunião não vire o principal assunto ruim da semana na empresa…

Ahhh! Já ia me esquecendo: não esqueça de tirar do mudo quando for falar na sua videoconferência, aproveite porque nisso sim você ainda tem algum controle.

 

Por Gilberto Cardoso – Diretor Geral da Voitel

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